Naming Rights é a estratégia por trás desses nomes nas arenas
Você já reparou que no mapa cultural e esportivo houve mudando de nome? O que antes era apenas o “Estádio do Morumbi” agora é o MorumBIS. O tradicional Pacaembu agora atende por Mercado Livre Arena Pacaembu. Essa transformação não é por acaso: estamos falando da estratégia de Naming Rights (Direitos de Nomeação).
O que são Naming Rights?
Em termos simples, os Naming Rights ocorrem quando uma empresa adquire o direito de associar sua marca a um local de grande visibilidade. É uma via de mão dupla: a marca ganha exposição constante e o local recebe um investimento direto para modernização e gestão.
O “Pai” dos Naming Rights no Brasil: O Caso Credicard Hall
Embora pareça uma tendência recente, essa estratégia começou a se popularizar no Brasil em 1999, com o surgimento do Credicard Hall em São Paulo.
Aquele foi o grande divisor de águas: pela primeira vez, o público brasileiro viu uma casa de espetáculos ser batizada por uma marca de forma tão forte. O projeto foi tão bem-sucedido que educou o mercado, provando que as empresas poderiam ir além do comercial de TV e passar a fazer parte do endereço do entretenimento.
Da Resistência à Identidade
Toda mudança de nome gera, inicialmente, uma certa resistência. É comum o público demorar a se acostumar ou até criticar a troca de nomes tradicionais por marcas. No entanto, a estratégia mostra sua força com o tempo:
- Aceitação Gradual: Com o Allianz Parque e a Neo Química Arena, vimos que o “apelido” corporativo acaba sendo absorvido pela cultura popular conforme o local entrega boas experiências.
- O Novo Momento: Recentemente, o Morumbi se tornou MorumBIS — uma sacada inteligente que usa a sonoridade do nome original — e o Pacaembu renasce como Mercado Livre Arena Pacaembu, mostrando que até os templos mais tradicionais estão se modernizando.
